quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Segunda vez virgem


SEGUNDA VEZ VIRGEM (Yuke yuke nidome no shojo), Kôji Wakamatsu

Filme experimental japonês, que com seus pouco mais de sessenta minutos conta os dois últimos dias da vida de dois jovens massacrados pelos paradigmas de qualquer sociedade, ao rejeitarem a perversão – e o sexo. Na provável melhor cena do filme, Yukio, um dos jovens que no final, só quer mesmo gozar da liberdade de seu corpo e de suas próprias escolhas, oferece uma chave para uns arruaceiros. A chave, Yukio encharcado de sangue e os jovens prestes a morrer fazem dessa cena maravilhosa um grito de socorro, e um clamor em prol de um movimento contra a banalização da pornografia e da depravação do corpo, da mente e da alma. Um trabalho expressionista, corajoso e sem dúvida nenhuma, muito chocante.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Balanço do mês - Janeiro 2009

BALANÇO DO MÊS - JANEIRO 2009


janeiro 2009
19.01 – 01. Estalagem em Tóquio (Tokyo no yado, Yasujiro Ozu, 1935) – 4/5
20.01 – 02. O jogador (The player, Robert Altman, 1992) – 5/5
22.01 – 03. Banho de sangue (Reazione a catena, Mario Bava, 1971) – 4/5
22.01 – 04. Um grande problema (Big trouble, John Cassavetes, 1986) – 4/5
26.01 – 05. Rolling Stones shine a light (idem, Martin Scorsese, 2008) – 4/5
27.01 – 06. Nuvens passageiras (Kauas pilvet karkaavat, Aki Kaurismäki, 1996) – 4/5
28.01 – 07. O homem sem passado (Mies vailla menneisyyttä, Aki Kaurismäki, 2002) – 5/5
29.01 – 08. Queime depois de ler (Burn after reading, Joel e Ethan Coen, 2008) – 5/5
30.01 – 09. 5 dolls for august moon (5 bambole per la luna d’agosto, Mario Bava, 1970) - 4/5
31.01 – 10. Fim dos tempos (The happening, M. Night Shyalaman, 2008) – 5/5

Melhor do mês: The happening
Pior do mês: nenhum

sábado, 2 de agosto de 2008

No silêncio da noite


NO SILÊNCIO DA NOITE (In a lonely place), Nicholas Ray


Negro. Negro é o filme, negro é o passado de Dixon Steele que, ao invés de esconder algo perverso, guarda desejos, desejos que foram tragados pelo tempo. Não que No silêncio da noite mostre que Dix chegara cheio de sonhos e esperanças ao mundo do cinema (mundo? mundo.), mas a melancolia dos ensejos frustrados da personagem estão estampados em alto-relevo na expressão quase majestosa de Humphrey Bogart. Mas como culpar um trabalhador (e se eu digo trabalhador e não escritor porque a ótica que o filme propõe não se limita à old hollywood) que é vítima do próprio sistema, que desmotiva e substitui? Se os velhos são colocados de lado para que os motores da fábrica (de filmes) recebem óleo novo, como persistir na idéia de que “um dia farei algo bom”? Numa luta constante contra o tempo, Dix Steele está apanhando, e, com o passar dos dias, vagarosamente, se torna um fracassado.

E tem esse homem, Dixon Steele, que é um escritor de cinema que se sente constantemente fracassado, e aí ele recebe a proposta de fazer uma adaptação de um livro para o cinema, um livro que ele acha muito ruim e que aumenta sua sensação de desconforto com o sistema que o controla. E aí...

Clara. Clara é a mulher, claro é anjo, que dá falta de contraste (porque ela é clara, iluminada demais!) toma a forma do próprio contraste, estabelecendo-se como o extremo oposto de Dix. Laurel Gray é suave, tão suave como uma jovem mulher sonhadora pode ser. Por muitas vezes é inexpressiva, mas quem precisa de expressão em um filme onde ela está diretamente ligada ao fracasso, à melancolia? Não, eu vou ficar com a maciez da jovem Gray (e os holofotes ficam sobre ela também, e todo mundo percebe!). A conexão entre o preto e o branco é imediata. Laurel e Dix se apaixonam e se desejam e ela se transforma em sua musa inspiradora e finalmente resolve deixar a desmotivação para trás e começa a se dedicar ao trabalho de (trabalhar; viver) escrever.

Assassinato! Dix levou a jovem e inocente Mildred Atkinson para sua casa, porque ele queria que ela contasse pra ele a história do livro, porque ele tava tão chateado mas tão chateado com a idéia de adaptar algo tão ruim, que nem queria se dar ao trabalho de ler. Mas quando ela voltava de taxi para a casa, ela foi brutalmente assassinada, covardemente arremessada pra fora de um carro em movimento. O suspeito primordial do crime foi o Dix, né. Aí, já viu...

Suspeito de cometer um crime, Dix faz piadas e se mostra indiferente à trágica morte da jovem. Ele culpa sua experiência (em contos de crime e mistério) pelas mórbidas brincadeiras em relação ao assassinato em questão e são essas experiências a chave para se TENTAR entender a mente do escritor. “Já matei dúzias de pessoas... nos filmes”, ele diz, sem perceber que com essa única frase Dix enterra qualquer oportunidade de argumentação sobre seu sucesso profissional, pois, apesar do tempo ter se passado o suficiente para que ele pudesse ter dado fim a dúzias e mais dúzias de vidas... nos filmes, ele ainda “não é ninguém”. Ninguém. Vítima daquilo que o cerca, Dix há muito ultrapassou a Travessa da última gargalhada, e sem rir, endureceu e endureceu, até que a maldição de seu próprio nome caísse sobre si, Dix Steele é agora duro como aço e, o twist que esse metal, a pressão (dos policiais) e a desconfiança (da namorada) criam dão origem a um licor amargo e rude, que o homem bebe com prazer, na sua busca por um sentido à sua agora fracassada vida.

Todo mundo começou a desconfiar dele, a acusar o pobre coitado e aí ele fica violento mesmo, fazer o que, até bateu em um cara na estrada. Só que aí, ah é, tem uma garota que ele conhece, e quer se casar com ela, mas ela não quer porque acha que foi ele que matou a menina, a Atkinson. Aí a Lauren – é a garota – tenta fugir, mas ele não deixa e quando descobre fica tão nervoso que tenta matar ela!

“Menosprezado pela fortuna e pelas pessoas, em minha solidão lamento meu desterro, e clamo aos céus com um pranto inútil. Olho pra mim mesmo e amaldiçôo meu destino.” O poema citado pelo ator fracassado Charlie Waterman continua como uma ode ao amor, mas a parte que Dix recebe é tão somente essa e, talvez, ele mesmo tenha ficado acordado apenas para ouvir a composição que foi feita pra ele. Entre “ele não é ninguém” e “você não admite”, Dix personifica o resultado da falha por conseguinte da cobrança de um homem. Dix é o pai de família que, sujo e suado, pega o ônibus de noite pra chegar em casa, comer um pedaço de carne tão sujo e suado como ele próprio, e que só tem tempo de colocar a cabeça no travesseiro pra acordar cedo no dia seguinte. É um fracassado. Um perdedor. Ainda que não admita, é um perdedor. Persiste sempre na luta por uma vida menos ordinária, mas ainda sim, é um perdedor. Afogado em ignorância e rancor, é um derrotado. Derrotado pelas pessoas. Derrotado pelo tempo. Derrotado pela vida

(mas não tem culpa disso).

Ring! O telefone toca e aí ele percebe que tá machucado a Lauren, aí ele para e vai embora, aí ela chora. É ou não é aquilo que eu chamaria de uma epopéia?

domingo, 6 de julho de 2008

Onde os fracos não têm vez


ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ (No country for old men), Joel e Ethan Coen


Um misto da tranqüilidade dos ranchos texanos com uma narração que é, acima de tudo, fria, engole a trama de Onde os fracos não têm vez e entregam ao expectador uma ópera silenciosa, que fala sobre como o mundo está, definitivamente, acabando.

Anton Chigurh é o primeiro personagem a ser apresentado, aparecendo logo no começo sendo escoltado por um patrulheiro até a delegacia. Algo na atitude dele denuncia que ele não foi simplesmente preso, porque como a gente ia ver mais pra frente, o cara é simplesmente inatingível. Talvez ela se deixado capturar, só pra ver como é que é. Na delegacia, tédio, Chigurh se cansa, enforca o patrulheiro, acaba cortando os pulsos nessa brincadeira, mas nenhum gemido, nenhuma expressão, ele simplesmente pega sua arma, que agora é clássica, e vai embora.

Moss é apresentado em seguida. Ele é talvez alguma coisa, mas no momento estava só se dedicando à caça, sem muito sucesso. Numa seqüência que é de arrepiar, só pela forma como os Irmãos a conduzem, Moss atira num animal, erra, vê um cachorro ferido que deixa um rastro de sangue, acaba encontrando então um cenário apocalíptico de algo que provavelmente foi uma negociação de drogas mal decidida, depois nota que está faltando um cadáver ali – já que são cinco veículos, pressupõem-se então que haja pelo menos dez pessoas – e vai a sua procura, acha, espera só pra ver se está realmente morto, confere e encontra, finalmente, uma maleta contendo dois milhões de dólares. Dois milhões de dólares. Ele pensa se leva a maleta ou não, e se decide: sua vida acabou, Moss, ele diz, e vai embora.

Se toda história tem que ter um herói, o xerife Bell faz esse papel em Onde os fracos não têm vez. Mas Bell é um herói machucado pela guerra e, acima de tudo, humano, capaz de confundir coragem com estupidez. Com o assassinato de um policial e de um homem na estrada, Bell começa a caçar o caçador, Chigurh, afim de prendê-lo antes que ele cause mais destruição. Descobre depois o mesmo cenário apocalíptico que Moss e fica com a certeza de que havia dinheiro ali, e alguém o pegou e esse alguém estava em encrenca. Então, paralelamente a sua busca por Chigurh, ele busca Moss para tentar impedi-lo de permanecer com a maleta de dois milhões de dólares.

Mas a trama de perseguição só camufla o sentido real do filme, que é de mostrar um velho, xerife Bell, tentando parar de uma forma ou de outra o assassino Chigurh, paralelamente mostrando a visão de Bell sobre a vida, como naqueles sete minutos em que Bell conversa com um antigo amigo, numa seqüência que é anti climática, mas é repleta de significados. Enquanto é caçado por Bell, Chigurh, que é incompreensível, horripilante, imbatível e absurdo, simbolismo perfeito de um personagem que é a própria personificação da violência nos dias de hoje. Moss e Carla Jean, sua esposa, são cidadãos comuns que não tem absolutamente nada a ver com a negociação de drogas que deu errado e com a maleta de dois milhões de dólares, mas que deram o azar de estarem no meio dessa bagunça toda.

Onde os fracos não têm vez é, então, uma abordagem pessimista (e como não ser?) da violência urbana nos dias de hoje e, se tem cenário nos anos oitenta e em locais desolados, não é apenas por luxos visuais, mas porque tenta explicar a origem de tanta perturbação e indiferença. A qualidade do filme nem se limita ao roteiro maravilhoso que possui. A força maior dessa obra está na direção dos Irmãos Coen, que voltam ao flertar com o tom noir que os revelaram em 1986, com Gosto de Sangue (e não é à toa que o pseudônimo dos irmãos na edição é o mesmo), com boas doses de melancolia e lentidão ao longo do filme. A dupla usa também, de um modo como eu não vejo há bastante tempo, o uso da imagem para contar a história. Diálogos mesmo o filme tem pouco, mas as imagens falam pelas palavras, em cenas como Chigurh conferindo as solas das botas, por exemplo. O fator mais comentado, provavelmente, o som, é tão arrebatador quanto o vilão da trama. O telefone tocando ao fundo, os apitos do transponder e os tiros das armas gigantes que destroem a calmaria da cena do primeiro confronto entre Moss e Chirgurh é um bom exemplo do cuidado apuradíssimo que a equipe do filme teve nessa área.

A história de Onde os fracos não têm vez em uma frase por personagem (spoilers)

Moss acha a maleta por acidente, descobre que já têm pessoas à sua procura, decide fugir, deixa Carla Jean com a mãe, vai para Del Rio, se hospeda em um hotel, guarda a maleta no duto de ventilação, sai por um tempo, volta à noite, descobre por causa da cortina entreaberta que há alguém no seu quarto à sua espera, pega então outro quarto, compra uma arma, pega a maleta no duto de ventilação, vai para outro hotel e lá enfrenta Chigurh, se fere mas consegue escapar, vai parar num hospital, conversa com o homem que foi contratado para matar Chigurh, vai para El Paso esperar por Carla Jean e é assassinado.

Chigurh é preso, mata um policial pra sair da prisão, se encontra com dois comparsas, eles lhe dão o transponder, ele os mata, depois vai para a casa de Moss, deduz pela sua conta de telefone que ele está em Odessa ou Del Rio, ele vai para Del Rio e anda pela cidade até o transponder dar sinal próximo a um hotel, ele entra então no quarto de Moss, três mexicanos estão lá, ele os mata mas não acha o dinheiro porque ele foi retirado antes do duto de ventilação, segue mais uma vez o transponder, enfrente Moss mas é ferido, se trata, vai para El Paso onde Moss foi assassinado, abre o duto de ventilação, encontra a maleta, vai atrás de Carla Jean, a mata e depois vai embora.

Bell investiga o policial morto por Chigurh, se envolve na chacina do deserto, descobre que Moss pegou o dinheiro da negociação frustrada, vai atrás de Moss para livrá-lo do perigo, o encontra morto no hotel assassinado pelos mexicanos, volta ao hotel à noite enquanto Chigurh está lá, não encontra nada, vai a casa de seu conhecido, se aposenta, sonha e conta o sonho pra Loretta.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

O show deve continuar (All that jazz, Bob Fosse, 1979) - sem nota


O SHOW DEVE CONTINUAR (All that jazz), Bob Fosse

O comentário abaixo foi escrito para uma prova, cujo objetivo era falar sobre o filme sem citar diretamente o filme, o resultado:

Começando sua carreira como o de costume, o diretor desse filme costumava mendigar pequenas participações no teatro de sua cidade. E como cada semente rende um fruto, não demorou muito para que ele estivesse no controle de sua própria peça. E como sementes grandes geram frutos grandes, logo esse gênio já havia deixado a Broadway para trás, tendo como objetivo somente mais uma inédita ambição em sua vida: o Oscar.
Não foi com este filme que esse diretor conseguiu seu primeiro Oscar. Foi antes. Mas esse filme faturou o que talvez seja o maior e mais respeitado prêmio da industria cinematográfica. E não é difícil descobrir porque.
Um homem de meia idade, pai de uma filha é disputado por duas de suas ex-esposas. O detalhe mais importante, porém reside na profissão deste homem. Um diretor de filmes. E é aí que começa o grande show desse filme: a intenção de mostrar um lado podre do show business. Mas aqui não há o glamour nem fama, pois somos inseridos aos bastidores do mundo do entretenimento. “Acabamos de perder o público familiar”, é o que conclui um executivo em meio uma apresentação, sem dar qualquer sinal de estar tentando entender o que está sendo transmitido ali. Não, tudo o que importa é o dinheiro, o retorno, a segurança no investimento, enfim, ele está ali apenas para dar mais uma facada na arte.
Se os executivos funcionam como representações do sistema capitalista que tomou conta do mundo artístico, nosso pobre protagonista tem seus impulsos criativos frustrados pelo resultado da falta de credibilidade dos seus investidores, da crítica e até mesmo dos amigos mais próximos, que como ele percebe, não são amigos, apenas sanguessugas pra lá de falsas, que agem apenas por interesse, fato que fica claro em uma cena extremamente bem conduzida, na qual todos riem do roteiro escrito pelo protagonista, exceto sua própria ex-esposa, que como ele vem a descobrir, ficou sempre com ele, dando apoio para as boas decisões e tentando reconquistar a sua estima.
Esse filme brinca com os sentimentos e as escolhas das pessoas que (assim como o protagonista), de alguma maneira não tiveram autonomia suficiente para trilhar o caminho de fato desejado, e que se vêem em um mundo desconhecido, tendo como fim da linha apenas a surpresa desagradável de que tudo vivido até ali, não passava de pura perda de tempo, mas, aí já será tarde demais para voltar atrás e tentar passar mais tempo com aqueles que realmente (se) importam.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Paranoid Park



PARANOID PARK, Gus Van Sant

Seus pais estão se separando e algo em sua vida está se transformando, porém, Alex não sabe exatamente o que. Ele até gostaria de falar sobre isso com alguém, mas acha que seria egoísmo de sua parte, levando em consideração que o noticiário na televisão e os jornais estampam o sensacionalismo, incitando as pessoas a terem dor, a terem preocupações e a terem ódio. O mundo está em guerra, as pessoas estão se matando e os skatistas do Paranoid Park (aqueles sim sabem o que é sofrer de verdade) estão... Lá.
É a educação repressiva que impõe aos jovens a idéia errada de que é um fardo para eles também carregarem as guerras, fomes, viciados, privando-os de suas próprias enfermidades. A bagunça no universo jovem de Alex é tanta, que ele se isola, tranca-se dentro de si mesmo, dentro do Paranoid Park – o lugar para o qual ninguém está pronto e, em silêncio, fala.
Como conseqüência de suas visitas ao skate park, Alex se envolve em um acidente, causa a morte de um homem, um fato que se agrega à sua teia de problemas, e aí, mais confusão, perturbação e silêncio fazem parte de sua rotina. Antes, ele não conversava para não se passar por egoísta (entrando num jogo de aparências e comportamento aqui, já que na verdade ele não se importa com um mundo que não seja o seu), mas agora, ele não se abre, por ter feito algo errado.
Paranoid Park existe em função de uma carta que Alex escreve para a amiga, apenas como pretexto para tirar de cima dos ombros o peso de sua atitude imprudente no acidente. Mas curiosamente, na carta – no filme – a morte do homem assume o segundo plano da narrativa. O lápis, a peça que assume o papel do link que conecta Alex ao mundo dos que se exprimem, não consegue evitar o desabafo e, ao mundo, Alex conta sobre seus problemas em relação à família, a situação delicada em que vivem os seus pais, seu relacionamento plástico e isolado com os amigos e a namorada. No final, o seu grito vai ao fogo e o jovem volta às suas origens oprimidas, unindo a sua voz com a de outros, que se expressam, não com a boca, mas com atitudes, por horas infantis, outras rebeldes, mas acima de tudo, livres.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Balanço do mês - Março 2008

março revisto
067. There will be blood (There will be blood, Paul Thomas Anderson, 2007) – 5/5
068. O cheiro do ralo (idem, Heitor Dhalia, 2007) – 4/5
069. As férias de Monsieur Hulot (Les vacances de Monsieur Hulot, Jacques Tati, 1953) – 3,5/5
070. Meu tio (Mon oncle, Jacques Tati, 1958) – 4,5/5
071. Play time (Play time, Jacques Tati, 1967) – 3/5
072. magnólia (magnolia, Paul Thomas Anderson, 1999) – 5/5
073. Uzumaki (Uzumaki, Higuchinsky, 2000) – 3/5
074. Fuckin Amal (Fuckin Amal, Lycas Moodysson, 1998) – 4,5/5
075. Embriagado de amor (Punch-drunk love, Paul Thomas Anderson, 2002) – 5/5
076. Tragam-me a cabeça de Alfredo Garcia (Bring me the head of Alfredo..., Sam Peckinpah, 1974) – 4,5/5
077. Caché (idem, Michael Haneke, 2005) – 5/5
078. Cruz de ferro (Cross of iron, Sam Peckinpah, 1976) – 5/5
079. Scanners – Sua mente pode destruir (Scanners, David Cronenberg, 1981) – 4/5
080. Um corpo que cai (Vertigo, Alfred Hitchcock, 1958) – 4,5/5
081. Depois do vendaval (The quiet man, John Ford, 1952) – 4/5
082. Viagem à lua (Le voyaje dans la lune, George Meliés) – 3/5
083. Pistoleiros do entardecer (Ride the high country, Sam Peckinpah, 1962) – 4,5/5
084. Paprika (idem, Tinto Brass, 1991) – 3,5/5
085. Vampiros de almas (Invasion of the body snatchers, Don Siegel, 1956) – 4,5/5
086. Jogada de risco (Sydney, Paul Thomas Anderson, 1996) – 3,5/5
087. Whisky (idem, Juan Pablo Robella, 2004) – 4,5/5
088. Atirem no pianista (Tirez sur le pianiste, François Truffaut, 1960) – 4/5
089. Antoine et Colette (idem – seguimento de Amor aos vinte, François Truffaut, 1962) – 5/5
090. Acossado (À bout de suffle, Jean-Luc Godard, 1960) – 4/5
091. Uma mulher é uma mulher (Une femme est une femme, Jean-Luc Godard, 1961) – 5/5
092. Pierrot le fou (Pierrot le fou, Jean-Luc Godard, 1965) – 5/5
093. O grande golpe (The killing, Stanley Kubrick, 1956) – 3,5/5
094. A rosa púrpura do Cairo (The purple rose of Cairo, Woody Allen, 1985) – 5/5
095. Manhattan (idem, Woody Allen, 1979) – 4,5/5
096. Prelúdio para matar (Profondo rosso, Dario Argento, 1975) – 5/5
097. Inferno (idem, Dario Argento, 1980) – 3,5/5
098. Violência gratuita (Funny games, Michael Haneke, 1997) – 5/5
099. La terza madre (idem, Dario Argento, 2007) – 4,5/5
100. Meu tio matou um cara (idem, Jorge Furtado, 2005) – 2,5/5
101. Elefante (Elephant, Gus Van Sant, 2003) – 4,5/5
102. Paranoid Park (idem, Gus Van Sant, 2007) – 5/5

103. Gerry (idem, Gus Van Sant, 2002) – 3/5
104. O misterioso assassinato em Manhattan (Manhattan murder mistery, Wood Allen, 1993) – 5/5