terça-feira, 17 de março de 2009

Vicky Cristina Barcelona


VICKY CRISTINA BARCELONA, Woody Allen

Vicky Cristina Barcelona não é um filme sobre o amor, mas sim um filme que busca interpretar, amoldar e discorrer sobre o conceito desse sentimento. Algo que começou a ser trabalhado por Woody Allen em 1977, quando ele lançou sua melhor obra, Annie Hall. Neste, o foco é diferente, mas em alguns momentos, os caminhos se cruzam, isso porque ambos os filmes tratam sobre a fugacidade das relações amorosas.

Amor é definido como a inclinação da alma e do coração, mas cada pessoa tem uma idéia diferente. Para Cristina (Scarlett Johansson), o amor deve necessariamente estar ligado à paixão, ao forte desejo. Cristina é entusiasta, gosta de experimentar e tem talento para fotografia. Sua amiga Vicky (Rebecca Hall), por outro lado, pensa que o amor é compromisso e sacrifício. Pensa que você não ama realmente uma pessoa se não é disposta a deixar alguns ímpetos em prol de sua companhia. Visões que são, portanto, antagônicas, mas que entraram em choque quando as duas são atraídas pelo mesmo homem: Juan Antonio (Javier Bardem).

Constata-se que ao indicar uma paixão de personalidades tão distintas por uma mesma pessoa, ao terminar e começar relacionamentos que são mais estranhos do que se espera e, acima de tudo, ao contextualisar toda a história durante apenas três meses de férias de verão, que Woody Allen discorre sobre o quão misterioso, imoldável e indefínivel o amor pode ser. O filme pode ser definido então, como uma melancólica e sensata declaração inferioridade, onde o diretor aceita a limitação do intelecto do ser humano, já que este falha em compreender aquele que é o sentimento mais tremendo que ele conhece.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Balando do mês - fevereiro 2009

fevereiro 2009

03.02 – 11. Queime depois de ler (Burn after reading, Joel e Ethan Coen, 2008) – 5/5
04.02 – 12. Luzes na escuridão (Laitakaupungin valot, Aki Kaurismäki, 2006) – 4/5
04.02 – 13.
As amizades particulares (Les amitiés particulières, Jean Delannoy, 1964) – 4,5/5
05.02 – 14. Maldito coração (Heart is deceitful above all things, Asia Argento, 2004) – 3.5/5
05.02 – 15.
O ciclo do pavor (Operazione paura, Mario Bava, 1966) – 5/5
08.02 – 16. Barfly – condenados pelo vício (Barfly, Barbet Schroeder, 1987) – 4,5/5
09.02 – 17. Vicky Cristina Barcelona (idem, Woody Allen, 2008) – 5/5
10.02 – 18. O sonho de Cassandra (Cassandra’s dream, Woody Allen, 2008) – 4,5/5

11.02 – 19. Lisa e o diabo (Lisa e il diavolo, Mario Bava, 1973) – 5/5
12.02 – 20.
A outra (Another woman, Woody Allen, 1988) – 5/5
13.02 – 21.
Interiores (Interiors, Woody Allen, 1978) – 5/5
13.02
– 22. O pásaro com plumas de cristal (L’uccello dalle piume di cristallo, Dario Argento, 1970) – 4/5
16.02 – 23. Quatro vezes naquela noite (Quante volte... quella notte, Mario Bava, 1972) – 4/5
16.0224.
Hannah e suas irmãs (Hannah and her sisters, Woody Allen, 1986) – 5/5
17.02 – 25.
As três máscaras do horror (Il tri volti della paura, Mario Bava, 1963) – 4,5/5
18.02 – 26.
O dorminhoco (The sleeper, Woody Allen, 1973) – 3,5/5
25.0227. My best friend’s birthday (idem, Quentin Tarantino, 1987) – 3/5
26.02 – 28.
Memórias (Stardust memories, Woody Allen, 1980) – 5/5
26.02 – 29. Schock (idem, Mario Bava, 1977) – 5/5
27.02 – 30. Assalto ao trem blindado (Quel maledetto treno blindato, Enzo G. Castellari, 1978) – 4/5
27.02 – 31. Na natureza selvagem (Into the wild, Sean Penn, 2007) – 4,5/5
28.02 – 32. Trágica obsessão (Obsession, Brian De Palma, 1976) – 4/5
28.02 – 33. A marca do assassino (Kuroshi no rakuin, Seijun Suzuki, 1967) – 4,5/5

quarta-feira, 4 de março de 2009

Top10 geral



01. Embriagado de amor (Punch-drunk love, Paul Thomas Anderson, 2002)
02. Pulp fiction - tempos de violência (Pulp fiction, Quentin Tarantino, 1994)
03. Três homens em conflito (The good, the bad and the ugly, Sergio Leone, 1966)
04. Suspiria (idem, Dario Argento, 1977)
05. O demônio das onze horas (Pierrot le fou, Jean-Luc Godard, 1965)
06. O iluminado (The shining, Stanley Kubrick, 1980)
07. Noivo neurótico, noiva nervosa (Annie Hall, Woody Allen, 1977)
08. Um tiro na noite (Blow out, Brian De Palma, 1981)
09. Ariel (idem, Aki Kaurismäki, 1988)
10. Paranoid park (idem, Gus Van Sant, 2007)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Segunda vez virgem


SEGUNDA VEZ VIRGEM (Yuke yuke nidome no shojo), Kôji Wakamatsu

Filme experimental japonês, que com seus pouco mais de sessenta minutos conta os dois últimos dias da vida de dois jovens massacrados pelos paradigmas de qualquer sociedade, ao rejeitarem a perversão – e o sexo. Na provável melhor cena do filme, Yukio, um dos jovens que no final, só quer mesmo gozar da liberdade de seu corpo e de suas próprias escolhas, oferece uma chave para uns arruaceiros. A chave, Yukio encharcado de sangue e os jovens prestes a morrer fazem dessa cena maravilhosa um grito de socorro, e um clamor em prol de um movimento contra a banalização da pornografia e da depravação do corpo, da mente e da alma. Um trabalho expressionista, corajoso e sem dúvida nenhuma, muito chocante.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Balanço do mês - Janeiro 2009

BALANÇO DO MÊS - JANEIRO 2009


janeiro 2009
19.01 – 01. Estalagem em Tóquio (Tokyo no yado, Yasujiro Ozu, 1935) – 4/5
20.01 – 02. O jogador (The player, Robert Altman, 1992) – 5/5
22.01 – 03. Banho de sangue (Reazione a catena, Mario Bava, 1971) – 4/5
22.01 – 04. Um grande problema (Big trouble, John Cassavetes, 1986) – 4/5
26.01 – 05. Rolling Stones shine a light (idem, Martin Scorsese, 2008) – 4/5
27.01 – 06. Nuvens passageiras (Kauas pilvet karkaavat, Aki Kaurismäki, 1996) – 4/5
28.01 – 07. O homem sem passado (Mies vailla menneisyyttä, Aki Kaurismäki, 2002) – 5/5
29.01 – 08. Queime depois de ler (Burn after reading, Joel e Ethan Coen, 2008) – 5/5
30.01 – 09. 5 dolls for august moon (5 bambole per la luna d’agosto, Mario Bava, 1970) - 4/5
31.01 – 10. Fim dos tempos (The happening, M. Night Shyalaman, 2008) – 5/5

Melhor do mês: The happening
Pior do mês: nenhum

sábado, 2 de agosto de 2008

No silêncio da noite


NO SILÊNCIO DA NOITE (In a lonely place), Nicholas Ray


Negro. Negro é o filme, negro é o passado de Dixon Steele que, ao invés de esconder algo perverso, guarda desejos, desejos que foram tragados pelo tempo. Não que No silêncio da noite mostre que Dix chegara cheio de sonhos e esperanças ao mundo do cinema (mundo? mundo.), mas a melancolia dos ensejos frustrados da personagem estão estampados em alto-relevo na expressão quase majestosa de Humphrey Bogart. Mas como culpar um trabalhador (e se eu digo trabalhador e não escritor porque a ótica que o filme propõe não se limita à old hollywood) que é vítima do próprio sistema, que desmotiva e substitui? Se os velhos são colocados de lado para que os motores da fábrica (de filmes) recebem óleo novo, como persistir na idéia de que “um dia farei algo bom”? Numa luta constante contra o tempo, Dix Steele está apanhando, e, com o passar dos dias, vagarosamente, se torna um fracassado.

E tem esse homem, Dixon Steele, que é um escritor de cinema que se sente constantemente fracassado, e aí ele recebe a proposta de fazer uma adaptação de um livro para o cinema, um livro que ele acha muito ruim e que aumenta sua sensação de desconforto com o sistema que o controla. E aí...

Clara. Clara é a mulher, claro é anjo, que dá falta de contraste (porque ela é clara, iluminada demais!) toma a forma do próprio contraste, estabelecendo-se como o extremo oposto de Dix. Laurel Gray é suave, tão suave como uma jovem mulher sonhadora pode ser. Por muitas vezes é inexpressiva, mas quem precisa de expressão em um filme onde ela está diretamente ligada ao fracasso, à melancolia? Não, eu vou ficar com a maciez da jovem Gray (e os holofotes ficam sobre ela também, e todo mundo percebe!). A conexão entre o preto e o branco é imediata. Laurel e Dix se apaixonam e se desejam e ela se transforma em sua musa inspiradora e finalmente resolve deixar a desmotivação para trás e começa a se dedicar ao trabalho de (trabalhar; viver) escrever.

Assassinato! Dix levou a jovem e inocente Mildred Atkinson para sua casa, porque ele queria que ela contasse pra ele a história do livro, porque ele tava tão chateado mas tão chateado com a idéia de adaptar algo tão ruim, que nem queria se dar ao trabalho de ler. Mas quando ela voltava de taxi para a casa, ela foi brutalmente assassinada, covardemente arremessada pra fora de um carro em movimento. O suspeito primordial do crime foi o Dix, né. Aí, já viu...

Suspeito de cometer um crime, Dix faz piadas e se mostra indiferente à trágica morte da jovem. Ele culpa sua experiência (em contos de crime e mistério) pelas mórbidas brincadeiras em relação ao assassinato em questão e são essas experiências a chave para se TENTAR entender a mente do escritor. “Já matei dúzias de pessoas... nos filmes”, ele diz, sem perceber que com essa única frase Dix enterra qualquer oportunidade de argumentação sobre seu sucesso profissional, pois, apesar do tempo ter se passado o suficiente para que ele pudesse ter dado fim a dúzias e mais dúzias de vidas... nos filmes, ele ainda “não é ninguém”. Ninguém. Vítima daquilo que o cerca, Dix há muito ultrapassou a Travessa da última gargalhada, e sem rir, endureceu e endureceu, até que a maldição de seu próprio nome caísse sobre si, Dix Steele é agora duro como aço e, o twist que esse metal, a pressão (dos policiais) e a desconfiança (da namorada) criam dão origem a um licor amargo e rude, que o homem bebe com prazer, na sua busca por um sentido à sua agora fracassada vida.

Todo mundo começou a desconfiar dele, a acusar o pobre coitado e aí ele fica violento mesmo, fazer o que, até bateu em um cara na estrada. Só que aí, ah é, tem uma garota que ele conhece, e quer se casar com ela, mas ela não quer porque acha que foi ele que matou a menina, a Atkinson. Aí a Lauren – é a garota – tenta fugir, mas ele não deixa e quando descobre fica tão nervoso que tenta matar ela!

“Menosprezado pela fortuna e pelas pessoas, em minha solidão lamento meu desterro, e clamo aos céus com um pranto inútil. Olho pra mim mesmo e amaldiçôo meu destino.” O poema citado pelo ator fracassado Charlie Waterman continua como uma ode ao amor, mas a parte que Dix recebe é tão somente essa e, talvez, ele mesmo tenha ficado acordado apenas para ouvir a composição que foi feita pra ele. Entre “ele não é ninguém” e “você não admite”, Dix personifica o resultado da falha por conseguinte da cobrança de um homem. Dix é o pai de família que, sujo e suado, pega o ônibus de noite pra chegar em casa, comer um pedaço de carne tão sujo e suado como ele próprio, e que só tem tempo de colocar a cabeça no travesseiro pra acordar cedo no dia seguinte. É um fracassado. Um perdedor. Ainda que não admita, é um perdedor. Persiste sempre na luta por uma vida menos ordinária, mas ainda sim, é um perdedor. Afogado em ignorância e rancor, é um derrotado. Derrotado pelas pessoas. Derrotado pelo tempo. Derrotado pela vida

(mas não tem culpa disso).

Ring! O telefone toca e aí ele percebe que tá machucado a Lauren, aí ele para e vai embora, aí ela chora. É ou não é aquilo que eu chamaria de uma epopéia?

domingo, 6 de julho de 2008

Onde os fracos não têm vez


ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ (No country for old men), Joel e Ethan Coen


Um misto da tranqüilidade dos ranchos texanos com uma narração que é, acima de tudo, fria, engole a trama de Onde os fracos não têm vez e entregam ao expectador uma ópera silenciosa, que fala sobre como o mundo está, definitivamente, acabando.

Anton Chigurh é o primeiro personagem a ser apresentado, aparecendo logo no começo sendo escoltado por um patrulheiro até a delegacia. Algo na atitude dele denuncia que ele não foi simplesmente preso, porque como a gente ia ver mais pra frente, o cara é simplesmente inatingível. Talvez ela se deixado capturar, só pra ver como é que é. Na delegacia, tédio, Chigurh se cansa, enforca o patrulheiro, acaba cortando os pulsos nessa brincadeira, mas nenhum gemido, nenhuma expressão, ele simplesmente pega sua arma, que agora é clássica, e vai embora.

Moss é apresentado em seguida. Ele é talvez alguma coisa, mas no momento estava só se dedicando à caça, sem muito sucesso. Numa seqüência que é de arrepiar, só pela forma como os Irmãos a conduzem, Moss atira num animal, erra, vê um cachorro ferido que deixa um rastro de sangue, acaba encontrando então um cenário apocalíptico de algo que provavelmente foi uma negociação de drogas mal decidida, depois nota que está faltando um cadáver ali – já que são cinco veículos, pressupõem-se então que haja pelo menos dez pessoas – e vai a sua procura, acha, espera só pra ver se está realmente morto, confere e encontra, finalmente, uma maleta contendo dois milhões de dólares. Dois milhões de dólares. Ele pensa se leva a maleta ou não, e se decide: sua vida acabou, Moss, ele diz, e vai embora.

Se toda história tem que ter um herói, o xerife Bell faz esse papel em Onde os fracos não têm vez. Mas Bell é um herói machucado pela guerra e, acima de tudo, humano, capaz de confundir coragem com estupidez. Com o assassinato de um policial e de um homem na estrada, Bell começa a caçar o caçador, Chigurh, afim de prendê-lo antes que ele cause mais destruição. Descobre depois o mesmo cenário apocalíptico que Moss e fica com a certeza de que havia dinheiro ali, e alguém o pegou e esse alguém estava em encrenca. Então, paralelamente a sua busca por Chigurh, ele busca Moss para tentar impedi-lo de permanecer com a maleta de dois milhões de dólares.

Mas a trama de perseguição só camufla o sentido real do filme, que é de mostrar um velho, xerife Bell, tentando parar de uma forma ou de outra o assassino Chigurh, paralelamente mostrando a visão de Bell sobre a vida, como naqueles sete minutos em que Bell conversa com um antigo amigo, numa seqüência que é anti climática, mas é repleta de significados. Enquanto é caçado por Bell, Chigurh, que é incompreensível, horripilante, imbatível e absurdo, simbolismo perfeito de um personagem que é a própria personificação da violência nos dias de hoje. Moss e Carla Jean, sua esposa, são cidadãos comuns que não tem absolutamente nada a ver com a negociação de drogas que deu errado e com a maleta de dois milhões de dólares, mas que deram o azar de estarem no meio dessa bagunça toda.

Onde os fracos não têm vez é, então, uma abordagem pessimista (e como não ser?) da violência urbana nos dias de hoje e, se tem cenário nos anos oitenta e em locais desolados, não é apenas por luxos visuais, mas porque tenta explicar a origem de tanta perturbação e indiferença. A qualidade do filme nem se limita ao roteiro maravilhoso que possui. A força maior dessa obra está na direção dos Irmãos Coen, que voltam ao flertar com o tom noir que os revelaram em 1986, com Gosto de Sangue (e não é à toa que o pseudônimo dos irmãos na edição é o mesmo), com boas doses de melancolia e lentidão ao longo do filme. A dupla usa também, de um modo como eu não vejo há bastante tempo, o uso da imagem para contar a história. Diálogos mesmo o filme tem pouco, mas as imagens falam pelas palavras, em cenas como Chigurh conferindo as solas das botas, por exemplo. O fator mais comentado, provavelmente, o som, é tão arrebatador quanto o vilão da trama. O telefone tocando ao fundo, os apitos do transponder e os tiros das armas gigantes que destroem a calmaria da cena do primeiro confronto entre Moss e Chirgurh é um bom exemplo do cuidado apuradíssimo que a equipe do filme teve nessa área.

A história de Onde os fracos não têm vez em uma frase por personagem (spoilers)

Moss acha a maleta por acidente, descobre que já têm pessoas à sua procura, decide fugir, deixa Carla Jean com a mãe, vai para Del Rio, se hospeda em um hotel, guarda a maleta no duto de ventilação, sai por um tempo, volta à noite, descobre por causa da cortina entreaberta que há alguém no seu quarto à sua espera, pega então outro quarto, compra uma arma, pega a maleta no duto de ventilação, vai para outro hotel e lá enfrenta Chigurh, se fere mas consegue escapar, vai parar num hospital, conversa com o homem que foi contratado para matar Chigurh, vai para El Paso esperar por Carla Jean e é assassinado.

Chigurh é preso, mata um policial pra sair da prisão, se encontra com dois comparsas, eles lhe dão o transponder, ele os mata, depois vai para a casa de Moss, deduz pela sua conta de telefone que ele está em Odessa ou Del Rio, ele vai para Del Rio e anda pela cidade até o transponder dar sinal próximo a um hotel, ele entra então no quarto de Moss, três mexicanos estão lá, ele os mata mas não acha o dinheiro porque ele foi retirado antes do duto de ventilação, segue mais uma vez o transponder, enfrente Moss mas é ferido, se trata, vai para El Paso onde Moss foi assassinado, abre o duto de ventilação, encontra a maleta, vai atrás de Carla Jean, a mata e depois vai embora.

Bell investiga o policial morto por Chigurh, se envolve na chacina do deserto, descobre que Moss pegou o dinheiro da negociação frustrada, vai atrás de Moss para livrá-lo do perigo, o encontra morto no hotel assassinado pelos mexicanos, volta ao hotel à noite enquanto Chigurh está lá, não encontra nada, vai a casa de seu conhecido, se aposenta, sonha e conta o sonho pra Loretta.