O ESTRANHO (The stranger), Orson Welles
O estranho é prova personificada do talento narrativo do diretor/escritor/ator/produtor Orson Welles. Um thriller fascinante do e sobre o pós-guerra, que além de encantar independentemente de qualquer fator histórico, é polêmico justamente por incitar o perigo de uma conspiração, em uma época onde os contornos que definiram o fim da segunda guerra mundial não estavam completamente claros.
Na história do filme, Orson Welles interpreta o ex-oficial nazista Franz Kindler, responsável pelos planos mais crueis do regime nazista de Adolf Hitler, incluindo o holocausto. Mr. Wilson, um oficial americano da comissão de crimes de guerra, viaja até uma pequena cidade no interior de Connecticut procurando capturar Kindler, com o agravo de que ninguém nunca viu seu rosto, logo, apesar da certeza que Mr. Wilson (e o expectador) tem, ele precisa de uma prova cabal para poder condenar o cruel braço direito de Hitler.
O aspecto mais interessante de O estranho é a forma como Welles manipula a atmosfera. Logo nos primeiros minutos de filme, a edição, iluminação e enqudramentos em geral remetem a uma ambientação tensa, enervante. Mas após um corte-seco, a aura do filme é completamente transformada, assumindo um semblante singelo, alegórico. Esse corte, esse contraste é um excelente exemplo do controle atmosférico e da capacidade e confiança criativa de Orson Welles. Com um trabalho livre, autônomo, e com o humor negro sagaz de sempre, o diretor entrega um excelente trabalho, especialmente bem decupado, editado e fotografado.
Contudo, a impressão que permanece ao final é a de que o filme poderia ser melhor trabalhado, tanto no aspecto do suspense, quanto aos potenciais expositivos do próprio roteiro, mesmo. Enfim, basicamente, é uma direção maravilhosa que corrige, dentro dos limites possíveis, muitos dos vícios do roteiro, mas que infelizmente não consegue revertê-lo a uma obra-prima, apesar de chegar bem perto disso.
Na história do filme, Orson Welles interpreta o ex-oficial nazista Franz Kindler, responsável pelos planos mais crueis do regime nazista de Adolf Hitler, incluindo o holocausto. Mr. Wilson, um oficial americano da comissão de crimes de guerra, viaja até uma pequena cidade no interior de Connecticut procurando capturar Kindler, com o agravo de que ninguém nunca viu seu rosto, logo, apesar da certeza que Mr. Wilson (e o expectador) tem, ele precisa de uma prova cabal para poder condenar o cruel braço direito de Hitler.
O aspecto mais interessante de O estranho é a forma como Welles manipula a atmosfera. Logo nos primeiros minutos de filme, a edição, iluminação e enqudramentos em geral remetem a uma ambientação tensa, enervante. Mas após um corte-seco, a aura do filme é completamente transformada, assumindo um semblante singelo, alegórico. Esse corte, esse contraste é um excelente exemplo do controle atmosférico e da capacidade e confiança criativa de Orson Welles. Com um trabalho livre, autônomo, e com o humor negro sagaz de sempre, o diretor entrega um excelente trabalho, especialmente bem decupado, editado e fotografado.
Contudo, a impressão que permanece ao final é a de que o filme poderia ser melhor trabalhado, tanto no aspecto do suspense, quanto aos potenciais expositivos do próprio roteiro, mesmo. Enfim, basicamente, é uma direção maravilhosa que corrige, dentro dos limites possíveis, muitos dos vícios do roteiro, mas que infelizmente não consegue revertê-lo a uma obra-prima, apesar de chegar bem perto disso.
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